A maior competiçao do mundo de azeite : NYIOOC

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A maior competição de azeites do mundo aconteceu em Nova Iorque, no final do mês de abril, e a equipe do Meu Bistrô teve a oportunidade de acompanhar tudo de perto.

Quem organiza o evento é o Olive Oil Times, site de notícias e informação, com produção de Curtis Cord, que com muita maestria conduziu, durante três dias, a degustação de 911 azeites por15 jurados.

Para garantir a confidencialidade, as garrafas estavam embaladas em papeis. Dessa forma, ninguém do staff poderia ter ideia de qual era o azeite ou sua procedência. O óleo de oliva era colocado em pequenos copos de vidro azuis, feitos especialmente para a ocasião.

Menu cuidadoso

A língua é capaz de perceber, sobretudo quatro sabores: doce, salgado, amargo e azedo. Eles são sentidos com a ajuda de papilas distribuídas ao redor da língua; no centro registram-se apenas a temperatura e a textura do alimento. É através desta área que conseguimos diferenciar uma carne de uma sopa. Há também outro sabor, presente especialmente em alimentos industrializados, o umami. Para entender melhor o gosto, experimente o glutamato, ou Aji-no-moto.

Alguns alimentos diminuem o paladar, como, por exemplo, o álcool que age diretamente sobre as glândulas salivares e provoca uma diminuição da sensibilidade dos sabores. A cebola possui acido sulfúrico que, além de nos fazer chorar também causa certa irritação às papilas, bem como a pimenta que pode, inclusive, irritar a garganta. Assim, cebola, alho, pimenta, mostarda e temperos, como orégano e cebolinhas, não fizeram parte do Menu preparado pela Chef Pérola Polillo, do Meu Bistrô para os jurados.

Para não comprometer o sabor do time, no café da manha, havia frutas, pães, ovos, frios e iogurte. Os lanches de frios, frango ou rosbife eram de sabores delicados. No almoço, servido ao final dos trabalhos, foram apresentadas receitas autorais da Chef com toque clássico, como salmão, filiet mignon e espaguete com camarões confitados no azeite.

Chef Perola Polillo

Os jurados são profissionais e especialistas do mundo todo: Itália, França, Japão, Turquia, Espanha, Argentina entre outros países. Juntos, formaram uma das equipes mais fortes em competições, trazendo ainda mais credibilidade aos selos.Para não colocar em risco o paladar dos jurados, além do Menu cuidadoso, durante a degustação, entre um azeite e outro, eram servidos constantemente iogurte natural e maçã verde.

Equipe dos Jurados e Homenageados

 Premiação

Conforme a nota, o azeite pode receber os selos Ouro ou Prata, ou até mesmo ser rejeitado por algum defeito. Na maioria os casos, os ganhadores dos selos Ouro ou Prata possuem características do frescor, do aroma intenso e sabor amargo com picante.

O mundo dos azeites é muito maior do que as referências que temos por aqui. Os países europeus tradicionais foram os grandes destaques. A Itália levou o maior número de prêmios, seguida pela Espanha (líder mundial de produção); os azeites gregos também tiveram excelente desempenho.

Apesar de terem levado os maiores prêmios, nessa temporada, os azeites do velho mundo dividiram seu brilho com produções de outras regiões. África do Sul, Croácia, Marrocos, Tunísia e China também trouxeram muitas novidades nesse ano. O cuidado com o cultivo e a produção do azeite desafia a teoria que de a região de cultivo é a mais importante de todo o processo. “Agora há mais azeites de alta qualidade e de mais lugares do que em qualquer outro momento”, disse Cord, organizador do evento.

Trofeu Medalha de Prata e Ouro

Brasil

O azeite brasileiro Prosperatto ganhou medalha de Ouro. O prêmio foi muito comemorado pelo proprietário da marca, Rafael Marchetti, que dedica seu trabalho nas fazendas do Rio Grande do Sul para ter excelência no azeite.

A lista completa de vencedores do New York International Olive Oil Competition pode ser encontrada no site de resultados oficiais bestoliveoils.com .

Azeite Brasileiro Medalha de Ouro